blogue editado

blogue editado por José Marques Mendes e Luís Luz

10 de maio de 2014

Just a moment, please!

Obrigado por todos os momentos nestes 40 meses.
Até breve, até à saudade, até à criatividade e que o espírito de liderança nos acompanhe.


José Miguel
video

20 de abril de 2014

Atenção empresas - aviso à navegação

Atenção!
Atenção a todos os que têm responsabilidades no futuro da gestão das empresas. É curioso como em plena crise as empresas ainda têm incompetentes e inábeis na liderança das empresas. Eu não sei porque ocupam lugares de tamanha responsabilidade quando não fazem a mais pequena ideia do que é gerir uma empresa.
Nessas empresas existem 100, 200, 400 ou mais vidas familiares e essas pessoas, apesar de se sentirem responsáveis por estar no topo, são autênticos inconscientes. Ocupam lugares sem formação e preparação para tal.
É como andar de carro sem carta ou pegar numa moto sem conhecer a problemática das duas rodas.

Não me refiro apenas a cargos de topo mas a todos os quadros de gestão, quer sejam de topo quer sejam chefias intermédias.

É fantástica a falta de coragem ou talvez seja apenas uma questão de bom senso. Digo bom senso porque pode ser o que esteja a faltar a estas pessoas para mudarem as chefias e colocarem lá “quem sabe ao que vai”.
Essas pessoas, líderes impreparados para o futuro, são os sortudos de outros tempos em que a função lhes caiu no regaço. Não caíram na cadeira do poder mas antes pelo contrário, a cadeira meteu-se-lhes por baixo.
E agora não saem de lá. Se eles não se tiram a si mesmo do lugar, quem os tirará?
Talvez um dia pela queda da empresa.
Quando as coisas se complicarem a sério, eles terão de se libertar da empresa dizendo – é a crise, foi a crise.
Pode ser a crise mas também é a incapacidade para prever e atuar e envolver todos numa estratégia que contorne os obstáculos.
É que gerir em tempo de vacas gordas…foi fácil. Agora os métodos são outros e os níveis de determinação têm de ser extremamente ousados.

O bom senso é imperioso para que saibamos quando temos de deixar um lugar ou uma função. Há coisas que não nos dizem para fazermos pelo que temos de ser nós mesmos a decidir em causa própria.

O bom senso é uma característica que não valorizamos em suficiência mas que nos pode salvar do “Princípio de Peter”.

José Marques Mendes

31 de março de 2014

Aos "Impossíveis", o meu obrigado

Obrigado.
Obrigado a todos aqueles que me têm tornado a vida impossível porque são pessoas difíceis, de temperamento anormal, de carácter nubloso, enfim, são criaturas que definimos como “pessoas impossíveis”.

Todos nós já nos referimos a alguém dizendo – este tipo é impossível.
É isso mesmo. São pessoas de relacionamento impossível e que fazem a vida dos outros um inferno. Tornam a vida de alguém impossível de seguir o seu rumo ou seja, é-se obrigado a concluir que o caminho que se leva não tem resolução. Há que mudar.
A vida impossível de alguém é como na matemática ter uma equação sem solução, uma equação impossível. Chegados a este ponto, vida impossível, há que mudar de rumo e seguir outro caminho.

Foi o que fiz algumas vezes na vida, aí umas 3 ou 4 vezes, em que tive de tomar decisões muito, muito sérias. Algumas pessoas, pessoas impossíveis de aturar, provocaram em mim um sentimento de mudança e, consequentemente, a minha própria mudança.
Tenho que lhes agradecer porque foram os grandes impulsionadores da minha vida. Eu não teria sido nada sem eles. Apesar de o dizer com alguma ironia, em boa verdade e porque tenho já alguns anos de reflexão, posso afirmar com toda a profundidade que estas pessoas, ao serem "impossíveis" para mim, foram grandes marcos da minha mudança.

Por este motivo lhes dedico este texto e, já mentalizado digo, se um dia me cruzar com eles na rua, não deixarei de os cumprimentar e se for oportuno, direi: agradecido por me terem criado "um momento impossível".

José Marques Mendes

16 de março de 2014

Um Tributo aos Serenos

Às vezes penso que o que está certo é ser-se acelerado, stressado, sempre à procura de desafios e novos rumos.
Parece que é o que está certo porque a vida tem muitas oportunidades e a informação é tanta que nos acelera imenso.
Parece que é com elevada dinâmica que devemos avançar porque assim lideramos as corridas diárias, ganhamos aos adversários profissionais e garantimos um lugar na frente, seja o que isso for e para o que for.
Parece que assim é que é porque no mesmo espaço de tempo fazem-se mais coisas e é fundamental fazerem-se muitas coisas.

Entende-se que a vida é curta e há que ser-se muito intenso.

Parece que é mas...também pode não ser. O certo está em cada um, na sua personalidade, motivação e desempenho. Nas corridas desportivas, uns ganham acelerando sem pensar e outros ganham pensando em como acelerar.

Quando promovo que se fale de liderança e que esta está ao alcance de qualquer um, estou a querer tornar evidente que pessoas calmas, tranquilas e serenas são igualmente grandes líderes.
Podem sê-lo por muitas razões mas, quanto mais não seja porque tomaram a decisão de ser assim, assumiram-se assim porque se conhecem assim.

Aos serenos, os meus parabéns pela honestidade como se aceitam. Parabéns pela organização do seu dia-a-dia. Parabéns pelas rotinas que definem. Parabéns pela consistência e competência.

José Marques Mendes

25 de fevereiro de 2014

À deriva

Não é nada bom andarmos à deriva. Não saber o que valemos, para que servimos, o que podemos fazer, quem nos valoriza, que pessoa de sucesso seremos. São dúvidas que podem originar crises existenciais, depressões e maus desempenhos.

Nas empresas é elementar o pensamento estratégico, momento para refletir e conseguir responder às questões:
-Somos bons em quê?
-Somos reconhecidos como?
-Onde queremos estar dentro de 3 a 5anos?
Se estas questões são vitais para a tomada de consciência da empresa, porquê que as pessoas, individualmente, não fazem a mesma reflexão estratégica?

As pessoas tiram cursos superiores mas não estão a conseguir definir caminho. Preparam-se em competências base mas depois acabam a ganhar experiência noutra coisa qualquer. Levam a vida ao sabor das circunstâncias e, apesar das dificuldades de mercado que podem limitar as opções durante uns anos, há que ter muito presente que a vida é mais que "uns anos".
Todos vemos pessoas à deriva, estejam elas nos "quarentas" ou nos "cinquentas".
Estrategicamente, falando de futuro portanto, estão perdidas e já não sabem o que valerão. Operacionalmente, falando de presente portanto, estão sem dinheiro e dispostas a fazer qualquer coisa.

Não esperem que a vida venha ter convosco. Não procurem emprego pelo emprego. Quem tem potencial para definir caminho que não caia na tentação de fazer um caminho qualquer. Sei que Portugal está mal mas a vida é um mundo.
A vida deve ser arquitectada como uma obra pensada pois ninguém se lança a fazer uma casa colocando tijolo após tijolo a ver no que dá. Isso é infantilidade dos tempos do Lego. Constrói-se tijolo a tijolo, dia após dia, é verdade, mas com uma intenção definida e com resposta à pergunta:
- Quero construir o quê com este dia-a-dia?

A vida tem de ser arquitectada e decidida quanto a suportes, valores e objetivos. Só assim se encontra o que se quer porque se sabe para onde ir. Não se deixem perder. Não deixem que a crise nacional global crie crises individuais, existenciais e depressivas.
 
Estas palavras são de apoio a todos aqueles que estão a sentir algum descontrolo e que me têm sensibilizado muito. Porque oiço e vejo, o meu coração sente os efeitos colaterais emocionais da crise.
José Miguel Marques Mendes

8 de fevereiro de 2014

A vida é difícil

A vida é difícil.Confesso que gosto desta expressão e quando pretendo transmitir uma ideia, logo me vem esta frase à cabeça.
Parece que tudo fica mais fácil se considerarmos que a vida é difícil. Sinto que se assumir que a vida é difícil então tudo tende a ser melhor. É uma questão de relativização.
 
É tão verdade que gosto da expressão como é verdade que não a considero assim de difícil.
A expressão é algo que me consola mas, em boa verdade, não a considero a vida tão difícil assim. Creio mesmo que, por vezes, eu é que a torno difícil.
Não a complico mas elimino passos essenciais. Vejo para além do óbvio. Interpreto à minha maneira. Sinto para além sensação. Exijo-me mais. Quero mais. Desejo mais.
Com esta atitude, tudo em meu redor fica mais tenso, ilógico logo, mais difícil.
 
Entendo que a vida que me foi dada é uma oportunidade tremenda. Acima de tudo porque com ela veio a consciência e a mente. Veio a capacidade de decidirmos o que queremos fazer com os anos, com os dias que se sucedem.

Ao longo destes anos tenho investido em mim de uma forma incansável.
Até aos 15 anos, investi na inconsciência. Aprendi sem saber o que estava a suceder.
Até aos 20, investi nas asneiras. Nas parvoíces apesar de não me ter como parvo.
Depois e até hoje, tenho investido nos riscos, consciente que tenho de correr riscos e que me arrisco a ser alguém. Arrisco-me a ser um tipo útil.

Que enorme investimento em mim tenho feito ao longo de 46anos.
É por isso que a oportunidade que me foi dada em ter uma mente sã num corpo são, não é desperdiçada um único dia.
Aproveito cada momento para ser mais forte e fazer mais forte os que me rodeiam.
Momento após momento vou desempenhando a minha missão: fazer algo de jeito na vida para que a minha motivação faça sentido.
 
Se a vida fosse fácil não merecia o nosso respeito.
A vida é difícil? É e por isso tem muito valor.
 
José Marques Mendes

25 de janeiro de 2014

Tristeza e Valentia

...oops, that's life!
A vida não é perfeita e por isso sucedem-se momentos de enorme tristeza.

As pessoas perdem parentes próximos em circunstâncias inesperadas, perdem empregos quando precisam de dinheiro para o equilíbrio familiar, ouvem críticas ao seu comportamento sem que tenham feito nada de errado, são constituídas arguidas de casos que não lhe dizem respeito.

Quando as pessoas cometem erros e são alvo de pressão por esses mesmos feitos, há um incómodo enorme, um desconforto diário, uma tristeza e até uma vergonha mas, em consciência, a pessoa sabe que algo de errado fez. A sua consciência sobre o mal feito ajuda a aceitar o negativismo que a rodeia. Fica-se perturbado consigo mesmo e isso faz sentido e é aceitável. Se erramos, sabemos que erramos e isso vai ajudando a uma mentalização para o sofrimento.

Há portanto, tristeza que se justifica e tristeza que não se aceita porém, a tristeza afeta o comportamento humano. De uma ou de outra maneira, a tristeza marca o dia-a-dia e condiciona a atuação da pessoa.
É por isso que a estas palavras associo valentia. A valentia de quem assume que vai ultrapassar esse “vale de morte emocional”.

Em liderança há que estar preparado para momentos de profunda tristeza, independentemente dos fundamentos, para poder seguir em frente de cabeça levantada. Não se trata de seguir em frente de cabeça levantada só para que os demais vejam a “força” da pessoa mas sim, muito importante, porque a pessoa tem mesmo essa força interna.

A vida de cada um tem de ter em si mesmo um líder que se exceda em valentia para ultrapassar os momentos de tristeza que estão sempre a aparecer. Sempre.

Em liderança, a tristeza tem um espaço reservado ao lado da valentia.

José Marques Mendes

14 de janeiro de 2014

Há 3 anos, neste espaço...

...escrevi sobre o porquê da liderança.
Abro um espaço um espaço novo - repescar algo que foi dito e que continua a ser verdade.

Janeiro.2011


José Marques Mendes

5 de janeiro de 2014

2014 - Seguimos viagem

Pensei em parar de escrever. Depois de 3 anos a motivar-me e a motivar outros, comecei a pensar em "despedir-me" deste espaço de reflexão sobre o que cada um vale na sua própria vida.

Muita coisa me passou pela cabeça. Duvidei da continuidade, pensei em alterar o modelo de comunicação, questionei a pertinência do assunto, interroguei-me sobre se isto interessa a alguém. Pensei, pensei e pensei. Creio que saí de 2013 a pensar e entrei em 2014 a pensar. 

Com tanto pensamento e introspecção, fiquei com uma certeza - continuo a ter coisas para dizer e mesmo que não interessem a ninguém, vou imaginar que sim. 
Vou continuar a escrever as minhas reflexões imaginando que alguém as lê. Preocupar-me-ei com as ideias, com as palavras, com as convicções porque pode haver quem se motive a pensar sobre elas.
Imaginar que alguém lê o que escrevo incute em mim um sentido de responsabilidade que me faz crescer.
Com os anos fico mais velho, com o trabalho fico mais forte, com a família fico mais seguro, com o blogue fico mais arrumado de ideias.
Com o dinheiro vivo, com o carinho de todos sobrevivo.

2014 será mais um ano de ideias sobre liderança para todos. Não de liderança para gestores, para políticos, para empreendedores mas sim, palavras sobre como liderar, liderando-se.
Sobre atitude, sobre comportamento, sobre gestão, sobre o quotidiano, sobre nós, donos da nossa vida.
Liderança sem diploma


P.S. - Um agradecimento muito especial aqueles que seguem o blogue e que, de uma maneira ou de outra, têm a simpatia de me entusiasmar e de me responsabilizar por esta missão. Muito obrigado.